sexta-feira, 26 de agosto de 2011

A minha primeira vez!

Depois de um mês a escavar como se fossemos chegar à Austrália, tive um merecido descanso de 15 dias na casa dos meus avós na Lagoa de Albufeira. Passo lá férias desde miúda, aquilo é o meu paraíso, é uma paz e um sossego que não se encontra em muitos sítios.

Na Lagoa o meu avô tem uma pequeníssima horta, onde tem duas figueiras, que dão figos muito docinhos (segundo dizem, porque eu só os apanho, detesto figos), conclusão, as figueiras estavam pejadinhas de figos maduros, para não se estragarem e aproveitar decidi fazer doce de figos, nunca tinha tentado fazer compotas ou doces desse género, mas correu bem, segundo quem provou, porque tal como não gosto de figos não gosto nada de doce de figos, mas quem provou disse que ficou muito bom. A receita tirei-a daqui. Ainda rendeu 3 francos e meio, que já estão todos destinados ;)


Até não têm mau aspecto hein? A foto é que não é muito boa é de telemóvel :S

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

De Aljezur...

também trouxe uma novidade, mas não tão boa como a de Almeida, essa escavação para mim acabou antes do tempo, fiquei com o nervo ciático inflamado e não pude escavar mais, confesso que não me importei muito, uma vez que estava a detestar aquela escavação, o ambiente era péssimo, era só putos, só diz que disse, só comentários maldosos, resumidamente muitos putos com a mania que já são gente!

Tive de ir lá ao centro de saúde, uma vez que por causa do nervo ciático estar inflamado não conseguia andar sem coxear, a médica encostou-me logo às boxs, e com direito a picas no rabo durante 4 dias :S já as levei todas, e estou melhor, mas a médica de Aljezur suspeitou da possibilidade de uma hérnia, e recomendou-me a falar com a minha médica de família e fazer um TAC, agora só tenho consulta dia 02/09. Já não estou coxa, mas ainda não estou boa, ando sempre com dores na coluna, na zona lombar, e esta noite não dormi nada, com o sacana do nervo a doer em todas as posições. O meu amor está muito preocupado, acha mesmo que é uma hérnia, eu não sei, mas logo se vê!

E perguntam vocês como é que numa escavação se lixa as costas todas? É simples, estar um dia inteiro a sacar calhaus com alguns 8 kg com uma picareta, quase parecíamos os sete anões da Branca de Neve, com a diferença, que éramos mais de sete!

Mas nem tudo foi mau, tive hipótese de ver animais super interessantes, vi vários escorpiões, e fotografei um, mas ainda não passei as fotos para o pc, depois partilho. Vi o que o meu Professor chama de cobra com pernas, mas eu acho que é uma qualquer espécie de lagarto, depois também partilho, e o melhor de tudo, vi e agarrei numa cobra linda, foi muito engraçado.
Comecei a ouvir umas colegas aos gritos e aos pulos, e percebi que era algum animal deste género, primeiro pensei "ah devem ter encontrado outro escorpião!" mas depois comecei a ver as minhas colegas a tentar agarrar, e aí pensei "bem escorpião não é, não eram tolas de pôr a mão num escorpião", mas não dei mais atenção ao caso e continuei a trabalhar, mas as minhas colegas continuaram no drama delas, entretanto um colega vem ter comigo e diz-me: "é uma cobra", bem e aí eu tive de lá ir ver, sou doida por répteis, cobras em especial, então lá fui eu, e vejo um bando de raparigas histéricas, a tentar apanhar uma cobrinha de 50 cm, em pânico, e vou passar a relatar o que se passou daqui em diante: eu começo a ver a cobrinha a tentar enfiar-se numa casota de pedras, que as minhas colegas tinham feitos para manter as águas à sombra, e fica com o rabo de fora, vejo as minhas colegas a tentar direccionar a cobra para um balde, eu numa fracção de segundos agarro no rabo da cobra, mantenho-a no ar, e vou colocá-la num sitio de chorões em segurança.
Tenho pena de não ter tirado nenhuma fotografia, mas estava na ponta oposta à minha máquina fotográfica, tinha de ir a correr, tirar a máquina da mochila, pedir a alguém que tirasse a foto, e depois pôr o animal em segurança, mas não fui capaz, a cobrinha estava tão assustada, só queria sair dali, e foi o que fiz, com muita pena minha, sem uma foto para a posterioridade, ela era linda, em tons castanhos e amarelos. Depois disso oiço o seguinte comentário do Professor, "ora vêem, tanto drama, a Lara chegou aqui e resolveu logo isto!", lol e eu a pensar "ainda à bocado andavas (o Professor) aí aos saltos a fugir da cobra que ia na tua direcção!"

Deste momento valeu-me a alcunha de Shao Lin, porque as minhas colegas disseram que eu fui tão rápida a apanhar a cobra que elas quando viram eu já a tinha na mão e estava a virar costas, lol, valeu-me ainda o contacto com um animal extraordinário, que merece ser respeitado e admirado.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

De Almeida...

...trouxe uma nova paixão, descobri o meu momento zen, aquele momento tão perfeito, tão só nosso, onde a nossa consciência adormece e todos os problemas ficam em stand-by, já tinha tentado Yoga, meditação e vários desportos, mas nunca nenhum me trouxe tanta paz como este.

Junto da escavação no castelo de Almeida existe o Picadeiro D'El Rey, onde se situam os estábulos da câmara, e era lá que deixávamos diariamente o nosso material de trabalho, comecei por ir ver os cavalos, amo animais, e ver tanta imponência e beleza num animal só é maravilhoso, de inicio ia um pouco a medo, sei que no geral são animais meigos e dóceis, mas quando não estamos habituados, aquele tamanhão todo pode ser assustador. Ao fim de uns dias já me aproximava sem medos, e acariciava-os.
Ao fim de uns dias, uma colega muito querida para mim, sugeriu que fizéssemos uma aula de sela, aceitei um pouco a medo, pois só tinha andado uma vez a cavalo, para aí com os meus seis anos.

No dia da aula estava com um pouco de receio, mas lá fui, nunca fui de desistir de nada por medo, esta não ia ser de certeza a primeira vez, lá fui toda suja, com a roupa de escavação, toque (capacete próprio de equitação) na cabeça e toca de subir para cima da Borboleta (a égua mais dócil do estábulo), e aí pela primeira vez senti, o mundo parou era só eu e a Borboleta, ia ouvindo as indicações do instrutor e tudo me parecia tão natural, infelizmente eram só 30 minutos de aula e conforme começou, logo acabou. Não demorou muito a ir lá fazer uma segunda aula, desta feita de 50 minutos, lá comecei a andar novamente na doce Borboleta, assumi logo a postura que me tinham ensinado na aula anterior, mas sem esforço, naturalmente, o instrutor quis que eu começasse a tentar trotar, e eu consegui, na minha segunda aula eu já conseguia trotar com alguma facilidade, e durante a aula ouvi os seguintes elogios do instrutor: "Tens uma excelente postura natural! O que estás a fazer na segunda aula de equitação (trotar, e conseguir já levantar e sentar, ou seja, acompanhar o trote da égua) é espectacular, é raríssimo alguém conseguir isso com tão poucas aulas! Olha se houvesse muitas pessoas como tu as escolas de equitação iam à falência, não precisarás de muitas aulas". Confesso que fiquei felicíssima com estes elogios, não pelo elogio por si só, mas porque descobri que amo equitação, e que quero aprender como deve de ser a montar, e percebi, que modéstia à parte, tenho naturalmente jeito para isso, para fazer uma coisa que amo.

Dos cavalos, amei todos, mas apaixonei-me por dois o Brickel e a Borboleta, nunca montei o Brickel é gigante, mas é o cavalo mais fofo do mundo, para além de estar sempre a tentar comer a minha garrafa de água e a minha t-shirt.

 Eu e o Brickel

 O gigante do Brickel

 A Zara

 Eu a montar a Borboleta

Eu e a Borboleta